MTG Arena vai ter trocas e multijogador, diz CEO da Hasbro
Chris Cocks falou em "mais possibilidade de troca", mais coleccionismo e jogo social no digital. Tudo a sair ao longo dos próximos anos, dentro e fora do Arena.

O Magic: The Gathering anda a partir recordes de vendas e a Hasbro quer levar essa onda também ao digital. Na última earnings call, o CEO Chris Cocks deixou pistas claras: o MTG Arena vai receber "mais possibilidade de troca" (tradability) e modos sociais de multijogador, algo que os jogadores pedem há anos.
O que disse o CEO
Cocks explicou que o crescimento recente do Magic veio sobretudo de duas frentes: o coleccionismo, com produtos como os Collector Boosters e os Secret Lair, e o jogo social, puxado pelo Commander, que já é o formato mais popular do jogo físico. O problema, admitiu, é que nada disso passa bem para o Arena, que foi desenhado a pensar no Standard.
A solução passa por "novas iterações digitais do Magic, dentro e fora do Arena", com quatro pilares assumidos:
- Mais Universes Beyond
- Mais coleccionismo
- Mais possibilidade de trocar cartas
- Mais jogo social orientado para multijogador
Segundo Cocks, estas mudanças estão a ser trabalhadas e vão sair de forma faseada ao longo dos próximos anos.
Porque é que isto é grande
No Arena, neste momento, não existe forma de trocar cartas com outros jogadores. Pior: nem sequer dá para desfazer cartas que não queres em material de crafting ou em moeda do jogo, ao contrário do que é norma noutros TCG digitais. Tens uma carta a mais, fica encostada. Tens uma carta a menos, abres packs e rezas.
Um sistema de trocas mudaria a economia do jogo de uma assentada. O MTG Online, a plataforma antiga, sempre teve trocas a sério, e é precisamente por isso que muitos coleccionadores ainda lá ficam. Levar isso ao Arena, com a base de jogadores muito maior, é outra escala.
A parte do multijogador também já estava no ar há tempos, com rumores recorrentes de uma versão digital do Commander. Quatro jogadores à mesa, decks de 100 cartas, comandante na zona de comando: faz todo o sentido se a Wizards quiser puxar o formato mais jogado do papel para o ecrã.
A dúvida do coleccionismo digital
A grande incógnita é o coleccionismo. Vender variantes especiais de cartas físicas é uma coisa; convencer alguém a pagar a mais por uma versão brilhante de uma carta que só existe enquanto a Wizards mantiver os servidores ligados é outra. Sem trocas reais, uma carta digital "rara" vale o que a empresa disser que vale. Com trocas entre jogadores, ao menos passa a haver mercado.
Fica a promessa em cima da mesa. Resta ver se, daqui a dois anos, o Arena ainda parece o mesmo cliente fechado de hoje ou se finalmente se aproxima do que o MTGO sempre foi.
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Joana PiresFaz raids em Belém, Cascais e no Parque das Nações. Escreve guias de ataques, eventos e curiosidades, e sabe onde estão os melhores ginásios da Grande Lisboa.
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