Vanguard do Valorant: Riot nega que esteja a estragar PCs
A nova actualização do anti-cheat da Riot promete deitar abaixo placas DMA de cheating. O problema: há jogadores sem qualquer placa dessas a queixarem-se de bans e sistemas operativos partidos.

A Riot voltou a pôr o Vanguard no centro da discussão. A última actualização do anti-cheat do Valorant passou a detectar e desactivar ferramentas de DMA (direct memory access) usadas para fazer batota, mesmo quando não há nenhum jogo da Riot a correr. O problema é que, a par dos batoteiros furiosos por verem placas de 6 mil dólares transformadas em pisa-papéis, começaram a aparecer queixas de jogadores que juram nunca ter usado cheats e que ficaram com o PC ao molho.
A piada que incendiou o fórum
A confusão começou com um tweet da própria Riot a gozar com os donos das placas DMA, acompanhado de uma foto do hardware morto e a legenda a chamar-lhes "pisa-papéis de 6 mil dólares". Horas depois, e já com meio Reddit em pânico, a empresa veio esclarecer: o Vanguard não danifica hardware nem desactiva componentes. No comunicado oficial publicado no X, a Riot afirma que a actualização torna as placas DMA "inúteis para o Valorant", mas "não faz brick a PCs, componentes ou software".
A piada inicial pode ter sido só isso, uma piada, mas o estrago na percepção pública já estava feito.
Jogadores sem DMA também se queixam
O que mantém a polémica viva não são os batoteiros. É a vaga de relatos de quem diz não ter cheatado e, mesmo assim, apanhou com problemas. No subreddit da Riot há queixas de:
- Bans considerados falsos, alguns revertidos depois de contacto directo com a Riot.
- Sistemas operativos a ficarem inutilizáveis após desinstalar o cliente Riot ou apagar entradas do registo associadas ao Vanguard.
- Problemas a lançar outros jogos como League of Legends e Overwatch em máquinas com o Vanguard instalado.
Um dos casos mais partilhados é o de um utilizador que diz ter feito reset à BIOS e instalação limpa do Windows depois de o Vanguard ter rebentado com o sistema. Outro conta que detectou entradas do anti-cheat sinalizadas como possível malware durante uma limpeza ao registo, e que ao removê-las ficou sem OS.
A Riot, para já, mantém a posição: o Vanguard não parte PCs. Mas a pilha de testemunhos cresce mais depressa do que as respostas oficiais.
Porque é que isto interessa
O Vanguard sempre foi um caso à parte no panorama dos anti-cheats. Corre ao nível do kernel, arranca com o Windows e tem permissões altíssimas no sistema. Esse é o argumento técnico da Riot para conseguir apanhar cheats que outros anti-cheats falham; é também a razão pela qual cada update mais agressivo gera estes pânicos.
Para quem joga Valorant em Portugal, a recomendação prática é simples: manter o cliente actualizado pelo canal oficial, evitar mexer manualmente em entradas de registo associadas ao Vanguard e, se aparecer um ban que se considere injusto, abrir ticket directamente no suporte da Riot, que tem revertido alguns casos. Quanto a saber se o anti-cheat está mesmo a partir máquinas de inocentes, ou se são coincidências amplificadas pelo ruído do Reddit, isso vai depender do que a Riot responder nos próximos dias.
Vizinho do bairro
Joana PiresFaz raids em Belém, Cascais e no Parque das Nações. Escreve guias de ataques, eventos e curiosidades, e sabe onde estão os melhores ginásios da Grande Lisboa.
Conversa de café
O que achas?
Comentários moderados. Discordância respeitosa é bem-vinda. Precisa de uma conta GitHub.
Mais para ler
Artigos relacionados
A Carta do Bairro
Junta-te ao bairro.
Uma carta semanal, sem spam, sem AI mush.
Os melhores códigos da semana, os artigos a ler, as notícias que importam. Em PT-PT, à sexta-feira de manhã.





