Vanguard não transforma PCs em pisa-papéis, garante a Riot
Depois de uma piada no Twitter sobre hardware de batota virar pisa-papéis de 6 mil dólares, a Riot teve de vir esclarecer que o Vanguard não danifica componentes nem deixa PCs inutilizados.

A Riot meteu o pé na argola. Uma piada da conta oficial de Valorant sobre transformar o hardware dos batoteiros em pisa-papéis de 6 mil dólares pegou fogo, e a editora teve de vir a correr esclarecer que o Vanguard, o seu anti-cheat com acesso ao kernel, não está a fritar computadores a torto e a direito.
O que aconteceu
A 21 de Maio, a conta oficial da Riot reagiu a um relatório da comunidade de batoteiros que dizia que o Vanguard tinha tornado vários dispositivos de cheating inúteis em Valorant. A resposta foi seca: "Parabéns aos donos de um pisa-papéis novinho de 6 mil dólares." A leitura imediata, tanto por parte de quem usa cheats como dos jogadores legítimos, foi a pior possível: o Vanguard estaria a inutilizar hardware só porque pode.
No dia seguinte, a Riot publicou um esclarecimento no Twitter. "O Vanguard não danifica hardware nem desactiva dispositivos", garantiu a empresa. A fotografia partilhada na piada original mostrava equipamento vendido especificamente para fazer batota em Valorant, não componentes normais de PC. Segundo a Riot, as actualizações recentes do anti-cheat tornaram esses aparelhos inúteis dentro do jogo, mas não tocam no resto do sistema.
A explicação oficial
No FAQ publicado a seguir, a Riot martelou três pontos:
- O Vanguard não causa danos físicos ao hardware de ninguém, batoteiro ou não.
- A piada dos pisa-papéis referia-se a dispositivos de cheat que deixaram de funcionar em Valorant, não a PCs inteiros.
- Quem joga limpo não deve sentir qualquer diferença.
"O dispositivo de batota não funciona com os nossos jogos, mas o teu PC não fica bricked", lê-se no comunicado. "Não iríamos, nem conseguimos, afectar a funcionalidade do teu PC de qualquer outra forma."
Porque é que isto não acalma ninguém
O problema é a memória curta da comunidade não ser assim tão curta. O Vanguard sempre foi polémico por correr ao nível do kernel, ou seja, com privilégios altíssimos no Windows, e arranca com o sistema. Cada vez que há um incidente, mesmo que o culpado seja outro, a desconfiança volta ao de cima.
Nos comentários ao esclarecimento, um jogador descreve um caso em que o PC, segundo ele, ficou inutilizável depois de fechar o Vanguard à força para jogar outra coisa, obrigando a uma reinstalação limpa do Windows. Tecnicamente isso não é um brick, mas a frustração é real e mostra o tamanho do fosso de confiança que a Riot tem de gerir sempre que faz uma piada destas com a sua ferramenta mais invasiva.
A lição, no fundo, é simples: quando se mete um anti-cheat dentro do kernel das pessoas, talvez não seja boa ideia o community manager andar a brincar com pisa-papéis de 6 mil dólares.
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Joana PiresFaz raids em Belém, Cascais e no Parque das Nações. Escreve guias de ataques, eventos e curiosidades, e sabe onde estão os melhores ginásios da Grande Lisboa.
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