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God of War Laufey quer conquistar os cépticos, diz a realizadora

Ariel Lawrence, realizadora do próximo God of War, assume as reacções divididas ao reveal de 20 minutos e garante que o jogo da Faye é tão God of War como qualquer outro.

Tiago SaraivaTiago SaraivaRedactor sénior··2 min
God of War Laufey quer conquistar os cépticos, diz a realizadora
God of War Laufey quer conquistar os cépticos, diz a realizadora

Sem Kratos no centro do palco, o próximo God of War divide opiniões, e a Santa Monica sabe disso. Em entrevista, a realizadora Ariel Lawrence diz que prefere reacções fortes, positivas ou negativas, a uma indiferença morna ao reveal de 20 minutos de God of War Laufey.

A Faye como protagonista

O jogo troca o pai careca e melancólico pela Faye, mãe de Atreus e mulher de Kratos, numa jornada por um reino do além para deuses. Lawrence resume a fórmula da série como histórias íntimas embrulhadas num pacote desproporcionadamente épico: a alma de um God of War é, segundo ela, uma história humana num mundo mitológico em grande escala. A violência e a fúria de Kratos sempre vieram de motivos muito humanos, e a viagem da Faye segue essa mesma lógica, mesmo no meio das explosões, dos deuses musculados e de um certo cubo cósmico saltitante.

Para a Santa Monica, Laufey é tão God of War como tudo o que o estúdio já fez. É só uma personagem diferente a operar no mesmo universo.

Reacções divididas e o regresso de Kratos

Lawrence não foge ao tema dos cépticos. Reconhece que cada pessoa tem a sua ligação à saga, que há quem esteja totalmente dentro e quem esteja com o pé atrás, e assume que espera ganhar essa segunda metade ao longo do tempo. A alternativa, diz, seria muito pior: um lançamento que deixasse toda a gente indiferente.

A dúvida óbvia, se Kratos volta, tem resposta. A Santa Monica garante que vai continuar a contar histórias com o Fantasma de Esparta; Laufey é só uma oportunidade rara para o estúdio surpreender quem segue a série.

Standalone, mas com trabalho de casa

A promessa é que God of War Laufey pode ser jogado por completo de forma independente, sem necessidade de ter passado pelos anteriores. Ainda assim, para apanhar todas as camadas do mundo nórdico, a recomendação oficial é jogar o God of War de 2018 e o Ragnarök antes. Para quem ficou de fora na altura, é boa altura para ir buscar a colecção, que continua em catálogo na PlayStation Store e nas habituais prateleiras da FNAC, Worten e PCDIGA.

Data de lançamento e janela concreta ainda não foram comunicadas pela Sony.

Tiago Saraiva

Vizinho do bairro

Tiago Saraiva

Fanático por jogos de futebol, do PES de 2008 até ao EA FC 25. Faz reviews de gear, compara preços de jogos físicos e digitais, e escreve guias de Ultimate Team com a paciência de um defesa central.

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