Quem é Faye (Laufey)? A Protagonista de God of War Laufey, Explicada
Faye esteve ausente durante dois jogos mas foi a personagem mais importante de ambos. Quem é ela, o que sabemos da sua história, e o que o novo jogo pode explorar.

Faye: a personagem que definiu dois jogos sem aparecer
Quando God of War (2018) começa, Faye já morreu. O jogo inteiro — e grande parte de Ragnarök — é sobre honrar o seu pedido: espalhar as suas cinzas no ponto mais alto dos nove reinos.
Mas ao longo dos dois jogos, descobrimos que Faye não era apenas a mulher de Kratos. Era uma Jötunn — uma gigante — de nome Laufey, que escondia a sua verdadeira identidade enquanto vivia entre os humanos. Tinha previsto o Ragnarök, tinha planeado a viagem de Kratos e Atreus, e tinha escolhido os destinos que o seu filho precisava de visitar.
Ela sabia. Ela sempre soube.
O que sabemos sobre a sua história
O nome Laufey
Na mitologia nórdica real, Laufey é o nome da mãe de Loki. God of War 2018 usa isso: Atreus é Loki, e Faye é Laufey. É uma correspondência direta com o mito.
Em nórdico antigo, "Laufey" pode significar "ilha de folhas" ou estar relacionado com a natureza. Faye viveu num bosque — a sua casa com Kratos era rodeada de árvores que ela tinha marcado com runas, rumo ao destino que planeou para eles.
Os seus poderes
Pouco é mostrado diretamente, mas as implicações são enormes. Ela conseguiu esconder-se dos deuses nórdicos durante anos. Conseguiu ver o futuro — ou algo muito próximo disso. E conseguiu influenciar eventos que ocorreram depois da sua morte.
Em Ragnarök, descobrimos que ela era conhecida entre os gigantes e que a sua decisão de ficar com Kratos e ter Atreus foi uma escolha deliberada com consequências cosmológicas.
A sua relação com os gigantes
Os Jötnar (gigantes) de God of War não são os monstros brutais da mitologia pop — são seres antigos, frequentemente clarovidentes, que foram exterminados por Odin precisamente porque o conseguiam ver o futuro e ele não queria que alguém soubesse o seu fim.
Faye era uma das últimas. E escolheu não fugir — escolheu criar uma família que mudasse o destino.
O que God of War Laufey pode explorar
Com base no que foi mostrado no State of Play:
A sua vida antes de Kratos. Quem era Faye na Escandinávia antes de conhecer o deus espartano? Que guerras travou? Que deuses enfrentou? Temos 21 anos de história de Kratos e zero anos de história de Faye — há material mais do que suficiente.
A sua morte revisitada. Sabemos que morreu de "doença" — mas era uma gigante com poderes de visão. Escolheu morrer? Foi morta? Aqui há uma história por contar.
As outras mitologias. O gameplay do anúncio mostra ambientes que não são puramente nórdicos. Faye pode ter viajado além da Escandinávia — ou este novo plano de existência reúne figuras de várias tradições que Faye conhecia.
A sua versão de Loki. Atreus é Loki na mitologia nórdica. Mas Laufey é a mãe de Loki. Num jogo onde Faye é a protagonista, o papel que ela tem na formação de quem Atreus se tornou pode ser central.
Por que isto é uma aposta editorial corajosa
A Santa Monica tem um historial de antagonizar o óbvio: em 2018 apostou num Kratos mais velho e emocionalmente disponível quando a marca dele era brutalidade. Funcionou.
Agora apostam numa protagonista nova, num universo mitológico expandido, e numa narrativa que ainda não sabemos onde vai. É exatamente o tipo de risco que produziu os melhores momentos da saga.
Laufey merecia o palco. Parece que vai tê-lo.
Vizinho do bairro
Rita MarquesJoga LoL desde a Season 3 e escreve sobre esports há quase uma década. Vive em Lisboa, vê a LEC ao vivo sempre que pode e ainda acredita que o ADC é a posição mais difícil.
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